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BRUNET VIRA MODA EM ANGOLA

Após desfilar na Semana Fashion, descobre os prazeres da África

Redação Publicado em 29/12/2008, às 16h26 - Atualizado às 16h34

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Ícone da moda brasileira desde os anos 1980, Luiza Brunet (46) viu agora seu carisma brilhar do outro lado do Atlântico. A exmodelo e agora empresária participou pela primeira vez da Angola Fashion Week, a semana de moda do país africano. E fez tanto sucesso que esticou a temporada. Além de ditar moda, aprendeu sobre a cultura local e conheceu pontos turísticos da capital, Luanda. "Comprei dez vestidos. É uma roupa artesanal, linda. Quando vesti para sair, coloquei salto alto e cinto. As angolanas falaram: nossa, não sabia que ficava tão bonito assim. Acabaram copiando o visual", orgulha-se, feliz com a experiência. "Achei o povo caloroso, simpático, gentil. Fiz amigos e quero voltar. É muito perto do Brasil", conta ela, que permanece solteira há um ano e dois meses após romper casamento de 24 anos com o antiquário Armando Fernandez (59), com quem teve Antônio (10) e Yasmin (20). A vida sentimental, sem novidades, destoa da atribulada agenda profissional de Luiza. A partir da sextafeira, 2 de janeiro, ela estreia à frente do Band Verão, programa diário de variedades que vai ao ar em dois horários, às 11h e às 15h. Além disso, ela não esconde a empolgação com o desfile como rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense no carnaval. - O que achou da viagem? - Fui convidada por Valdo Oliveira, criador da Angola Fashion Week, para desfilar. É uma semana de moda similar à de São Paulo. É organizada, as modelos têm um profissionalismo incrível. Foi realmente uma bela surpresa. - E o povo? - Adorei. Os angolanos são muito bonitos, têm estilo e são alegres como os brasileiros. - O que mais gostou no país? - Sou curiosa, gosto de experimentar a comida local. A qualidade e o sabor dos frutos do mar são realmente uma loucura. - Mas você sabe cozinhar? - Aprendi com nove anos. E hoje em dia, quando cozinho, Antônio fica sempre ao meu lado. Ele também adora. Bota avental, corta tomate, cebola e faz risoto. Aliás, faço qualquer coisa na minha casa: lavo, passo e arrumo os armários. Gosto das atividades domésticas. - E como Antônio encara sua separação do Armando? - Ele está superbem e não deixa de ver o pai. Quando vou passear com o Antônio, por exemplo, o Armando vai junto porque temos uma relação amistosa. Acho saudável para meu filho. - Pode haver reconciliação? - Não. Estou feliz sozinha e acredito que Armando também esteja. Apesar disso, acho que todo casal tem a possibilidade de voltar ou não a se relacionar. - A carência não bate? - Nem um pouco. É saudável estar assim. A gente precisa aprender a se curtir e a ser feliz sozinha. Homem e relacionamentos não são fundamentais na vida da mulher. Existem outras coisas para se preocupar e se dedicar como filhos, saúde e profissão. - Como fez para superar um momento tão delicado, como a separação, com tanta força e serenidade? - Fiz muita ginástica (risos). Preferi ir para a academia, caminhar, ir à praia e ler um bom livro do que ficar sentada num divã contando a minha vida para um terapeuta e pagando por isso. - Você é muito paquerada? - De jeito nenhum. Acho que o homem percebe quando uma mulher está aberta e quando está fechada. E eu estou fechada. Isso fica bem claro. - O ritmo de vida muda com a aproximação do carnaval? - Sou uma mulher muito ativa. Só pego mais sol e faço aulas de samba porque elas dão mais flexibilidade para o corpo. E estou me sentindo bem com minhas medidas hoje, 1m76 e 62 quilos. Para manter, malho com meu personal três vezes por semana e corro na praia. Mas não sou neurótica com beleza e magreza. - Tem medo de envelhecer? - A gente tem que aceitar o envelhecimento. Não temos escapatória. E a melhor forma de envelhecer é estar sempre feliz e de bem com a vida.