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ANTONIO FAGUNDES: 100 000 ESPECTADORES

ATOR CELEBRA O SUCESSO DA PEÇA AS MULHERES DA MINHA VIDA, UM MARCO CULTURAL

Redação Publicado em 10/05/2006, às 17h01

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No Teatro Cultura Artística, em SP, ele ganha bolo e vibra com o elenco na 135ª apresentação.
No Teatro Cultura Artística, em SP, ele ganha bolo e vibra com o elenco na 135ª apresentação.
por Janaina Pellegrini São mais de 40 filmes, mais de 40 espetáculos teatrais, fora inúmeras novelas e minisséries que se misturam em 40 anos de profissão, laureada com vários prêmios. Esse é a currículo do ator Antonio Fagundes (57), que na quinta-feira, dia 4, subiu ao palco do Teatro Cultura Artística, em São Paulo, para festejar mais um marco em sua longa carreira: ele atingiu a marca de 100 000 espectadores com a peça As Mulheres da Minha Vida, patrocinada pelo HSBC. A comédia do norte-americano Neil Simon (78), produzida por Fagundes, está em cartaz há apenas nove meses. No espetáculo, o ator dá vida ao escritor de sucesso George, um cinquentão boa pinta, e divide o palco com a atriz Amanda Acosta (27), uma das moças que atormentam o imaginário do personagem. No elenco da peça - com tradução de Domingos de Oliveira (68) e que marca a primeira direção teatral de Daniel Filho (68) - ainda estão Fernanda D' Umbra (34), Chris Couto (44), Amazyles de Almeida (34), Eliana Rocha (61) e Júlia Novaes (18). Apesar de contracenar com seis estonteantes mulheres, o eterno galã afirma estar solteiro desde que rompeu, em março, o namoro de oito meses com a atriz Renata Medina (29). "É só mesmo na peça que tenho várias. Estou solteiro e muito bem assim", avisou ele, antes de se preparar para a apresentação especial, no teatro com o qual tem uma relação especial. "Apresentei aqui mais de 10 espetáculos. Os que deixei de fazer foi porque o teatro estava ocupado na ocasião", afirmou ele, lembrando que em 1984 pisou pela primeira vez no palco do Cultura Artística, na comédia Xandu Quaresma, de Chico de Assis (73). A peça marcou a década na qual o ator fundou a Companhia Estável de Repertório, que trabalhou por sete anos naquele teatro. Incansável, este carioca grava de segunda a quinta-feira, no Rio, o seriado global Carga Pesada e está divulgando seu mais recente filme, Achados e Perdidos, de José Joffily (60), que estreou no final do mês passado. "Estou há seis anos sem férias e há dois anos sem folgas. Tem uma hora que cansa, mas é um cansaço diferente daquele que se tem quando se cumpre uma obrigação. Eu adoro minha profissão", afirmou. Com todos os dias da semana ocupados, Fagundes diz que trata de se "multiplicar" para cumprir a agenda e dar atenção à mãe, Lydia (82), e aos quatro filhos - Dinah (25), empresária, Antonio (24), publicitário, e Diana (22), estudante de rádio e TV, do casamento de 14 anos com atriz Clarisse Abujamra (57), e Bruno (16), ator, fruto de sua união de 13 anos com a atriz Mara Carvalho (42). - Como é atingir a marca de 100 000 espectadores? - Uma beleza, né. Mas, hoje em dia, é uma pena comemorar assim. O ideal seria que todas as peças, todos os filmes atingissem esse público. Mas nós sabemos que 90% do filmes brasileiros não atingem nem 20 000 espectadores. Uma peça de teatro atingir 100 000 é um número grandioso para a cultura toda. Ao mesmo tempo, sabemos que a peça tem uma carreira longa pela frente, e com certeza chegaremos aos 200 000. Mas também só atingimos essa meta porque estamos em um teatro maravilhoso e grande. - Como surgiu a peça? - Costumo falar que os deuses do teatro estavam atentos. Eu estava procurando um texto do Neil Simon para montar, quando fui fazer um filme do Daniel Dantas, a Dona da História, e brinquei que ele deveria fazer teatro. No final das filmagens, ele me disse que tinha um excelente personagem para mim, com texto do Neil. Não acreditei em tamanha coincidência! Juntos, montamos a peça, com esse personagem feito sob medida. - Você completou 57 anos em 18 de abril, como se sente? - Muito bem. Internamente não tenho essa idade. Digo: "É mesmo, estou com 57 anos? Acho que não!" Estou ótimo (risos). Mas quando se tem saúde está tudo bem. Já é maravilhoso estar trabalhando e, mais ainda, tendo público. - Na peça você tem seis mulheres. Qual é a da sua vida? - Não tem. Estou solteiro e ótimo. Sempre estou bem. - Qual é seu tipo de mulher? - Não tem. Depende do estado de espírito. Isso é para todo mundo. Não tem nada de especial que me chame a atenção em uma mulher. Depende, como tudo na vida: depende da sorte, de cruzar e do momento pelo qual você está passando. E de estar precisando daquele tipo de atenção e estar querendo dar aquele tipo de atenção. - Você já foi casado duas vezes e por longos anos. Como encara essa fase solteiro? - Sempre achei o casamento uma instituição maravilhosa e continuo achando. Mas já cumpri a minha parte. Fui casado durante anos da minha vida. Estou bem agora. O que não quer dizer que seja para sempre, porque sempre e nunca são palavras muito longas... - Como é o Fagundes pai? - Não sei, tem que perguntar para os meus filhos (risos). Mas acho que sou ótimo. Não sou autoritário e converso com eles bastante. Esses dias estava analisando e acho que, talvez, eu tenha mais tempo e presença com eles do que um pai "normal". Muitos pais moram na mesma casa que os filhos e não os vêem. Eu sempre tento almoçar ou jantar com eles e nos falamos direto. Somos companheiros. - Dos quatro filhos, Bruno é único que seguiu sua carreira... - Acho ótimo. Ele está começando na idade certa. Ele tem aí uns três a quatro anos para descobrir suas deficiências e seus acertos antes de começar para valer. Talvez ele seja cobrado por ser meu filho e talvez não. Vamos ver