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ANDRÉ LHOTE

Redação Publicado em 25/07/2009, às 15h35 - Atualizado às 15h35

Escultor, pintor, crítico e professor de Arte, André Lhote (18851962) é um dos artistas apresentados na exposição A França no MAC, em cartaz até o dia 15 de novembro no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. Admirador dos conterrâneos Cézanne (1839-1906) e Gauguin (1848-1903), Lhote abandonou a escultura para dedicar-se à pintura em 1905. Foi inicialmente influenciado pelo fauvismo, com suas cores fortes e formas simplificadas, mas por volta de 1911 aderiu ao cubismo. Pintou cenas do cotidiano, retratos, naturezas-mortas e mitologia. Acreditava na multiplicidade de estilos e de materiais. Ao mesmo tempo, defendia o não esquecimento da tradição. Interessado em teoria da Arte, escreveu vários livros, entre eles Tratado da Paisagem e Tratado da Figura. Acabou se destacando mais como professor e crítico. Tarsila do Amaral (1886-1973), uma de suas alunas, o via como "o pintor dos retratos bonitos, profundamente humanos, da arte concreta, materialmente rica de cores e pastosidade, arte para deleitar a visão e o tato." Nascido em Bordeaux, André Lhote deixou a escola, aos 12 anos, para aprender entalhe com fabricante de móveis. Entre os 13 e os 19 anos estudou na Escola de Belas-Artes de sua cidade, partindo em seguida para Paris. Parou de esculpir peças decorativas e começou a pintar. Sua primeira exposição individual, em 1910, causou sensação. Durante a I Guerra Mundial, serviu ao exército. Em 1917, passou a escrever sobre Arte e a dar aulas e em 1922 fundou sua própria escola, a Academie Montparnasse. De 1938 a 1942 morou em Gorges com a mulher e o pintor Marc Chagall (1887-1985). Esteve em 1952 no Brasil para ministrar um curso no Rio de Janeiro. Morreu aos 80 anos em Paris. SUA ÉPOCA No mesmo ano em que Lhote abriu sua academia de arte, em Paris, o irlandês James Joyce (1882-1941) lançou seu Ulysses e o anglo-americano T.S. Eliot (1888-1965) publicou o poema The Waste Land, traduzido para o português como Terra Desolada. No Brasil, acontecia a importantíssima Semana de Arte Moderna. No Vale dos Reis, perto de Tebas, Egito, ao descobrir a tumba do faraó Tutancâmon (século XIV a.C.), o arqueólogo britântico Howard Carter (18731939) também jogava luz em muitas áreas de estudo, inclusive a das artes. Na década de 1950, Lhote teria a oportunidade de conhecer in loco a arte egípcia. Na volta, faria palestras sobre o assunto em Paris.