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ANA MARIA BRAGA VISITA A TOSCANA DE BICICLETA

NA ROMÂNTICA AVENTURA, ELA CELEBRA UNIÃO COM MARCELO FRISONI E A CIDADANIA ITALIANA

Redação Publicado em 05/08/2008, às 16h47

A cidade é cercada por muralha erguida entre os anos de 1504 e 1645.
A cidade é cercada por muralha erguida entre os anos de 1504 e 1645.
por Bianca Portugal e Carlos Ramos A apresentadora Ana Maria Braga (59) realizou mais um sonho. Para comemorar 500 dias de casamento com o empresário Marcelo Frisoni (38), ela viajou pela primeira vez para a Itália como cidadã do país. E celebrou a data com um romântico roteiro de bicicleta pela Toscana, região central da "Bota", cuja capital é Florença. A busca pelo passaporte europeu começou há dez anos. "Fui várias vezes à Itália atrás de registros de meus ancestrais. Já estava achando que nunca ia conseguir quando encontrei um padre na cidade de Bergamo que sabia sobre a história da minha família. Eu não estava conseguindo nada porque meu pai havia tirado uma letra do sobrenome, que era Maffeis e no Brasil passou a ser Maffei. Nunca soube disso até conhecer este padre. Depois foi bem mais simples. Foi só dar a entrada na papelada e aguardar todo o trâmite. O novo passaporte chegou ano passado", contou Ana. Por conta de uma reforma no estúdio do Mais Você para a instalação de um telão tecnológico que será usado durante as Olimpíadas de Pequim, Ana teve que adiantar a gravação de alguns programas e ganhou uma semana de folga. "Decidi, então, ir para a Itália, mas como a viagem era curta não dava para alugarmos um carro e percorrer o país. Escolhemos a pequena Lucca, que eu não conhecia. É uma comunidade medieval, cercada por uma muralha. Obviamente, a cidade já cresceu fora do muro e a primeira pergunta que eles fazem é se você quer ficar em Lucca de dentro ou de fora. Essa cidade é berço de Puccini", disse Ana, referindo-se ao compositor de óperas Giacomo Puccini (1858-1924), autor de La Bohème e Madame Butterfly. - Como foi usar o passaporte vermelho? - Foi frustrante (risos). Criei toda uma expectativa. Achei que iam me olhar e fazer até saudação à nova cidadã. Mas não fizeram nada. O policial nem sequer pegou meu passaporte. Simplesmente disse bienvenido e mandou passar. Foi decepcionante. Só porque queria ser parada nunca foi tão fácil entrar em um país. - Você fala italiano? - Entendo muito bem, mas não falo tanto quanto entendo. - O que fizeram em Lucca? - Tivemos uma grata surpresa. Está acontecendo a Mostra Puccini, que é superconcorrida. Descobrimos que os organizadores são dois primos do Marcelo, Rafaelo e Ricardo. Foi ótimo encontrá-los. A família do Marcelo também é de lá e ele vai entrar com o pedido para a cidadania. - O que viu na mostra? - Adorei os quadros feitos com tinta guache, representando o figurino das óperas dele. Além de compor, o próprio Puccini sugeria as vestimentas das montagens. - Você também andou muito de bicicleta. É um novo hábito? - É. Descobri esse prazer no Rio. Tenho pedalado quase que diariamente pela orla da Barra. - Que outras cidades visitou? - Fizemos um breve roteiro de vinhedos da região, passando por outras pequenas comunidades, como Bagni di Lucca. Mas tivemos pouco tempo. Até porque os hotéis estavam muito cheios por conta da Mostra Puccini e fomos obrigados a ficar dois dias em Viareggio, cidade próxima, antes de conseguir vaga. Ou seja, só ficamos em Lucca quatro dias. - Aproveitou a viagem para descobrir novos pratos? - Procuro descobrir novos pratos em todas as viagens internacionais. Mas o que mais me atrai é a beleza do lugar onde vou me alimentar e não a grife. Em Lucca, por exemplo, como costumo fazer no Brasil, onde visito supermercados, busquei o lado do povo. Freqüentei mercadinhos porque gosto de ver e conhecer o que as pessoas estão consumindo. - Pensa em morar na Itália? - Qualquer pessoa que conheça a Toscana, e não imagina um dia morar ali, não tem muito juízo. Até o cheiro é diferente na região, é gostoso, bem próprio. Quem não queria um cantinho naquelas terras para plantar uvas e viver com tranqüilidade?