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Ana Botafogo comemora 35 anos de vida artística

Primeira bailarina do Municipal do Rio celebra data com o espetáculo 'Marguerite e Armand'

Redação Publicado em 28/09/2011, às 10h56 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

Ana divide a cena com Frederico Fernández e integrantes da Companhia Jovem de Ballet do Rio de Janeiro no espetáculo, em São Paulo. - Samuel Chaves
Ana divide a cena com Frederico Fernández e integrantes da Companhia Jovem de Ballet do Rio de Janeiro no espetáculo, em São Paulo. - Samuel Chaves

Para brindar seus 35 anos de carreira e três décadas como a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio, Ana Botafogo (55) escolheu comemorar no lugar em que mais gosta: o palco. Referência no balé clássico, Ana estreou o espetáculo Marguerite e Armand, versão de A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas (1824-1895), com coreografia criada em 1963 por Frederick Ashton (1904-1988), no Teatro Alfa, na capital paulista. “Nesses anos todos eu me entreguei para a dança e foi uma grande paixão. Quero que os novos talentos saibam que nós só conseguimos chegar aos 35 se fizermos essa arte com paixão”, comenta ela, que há dois anos estuda Teatro no Rio.

“Não percebi esse tempo passar. Hoje danço com um bailarino de 25 anos e ele nem era nascido quando eu já tinha uma história. Olho para trás e vejo que foi bom, muito esforço e trabalho. Estou feliz e realizada por ter tido a trajetória que tive e de comemorar dançando”, diz Ana, citando o argentino Frederico Fernández (25), principal bailarino do Teatro Colón, em Buenos Aires, seu parceiro na peça, que conta com a participação da Companhia Jovem de Ballet do Rio de Janeiro. “Trabalhar com a Ana é, para mim e para a minha carreira, muito importante. Ela é uma personalidade artística muito conhecida no Brasil e também respeitadíssima na Argentina. A Ana compartilhar sua arte comigo é motivo de alegria e de grande aprendizado. No palco eu aprendo muito com ela. É uma oportunidade única e estou extremamente feliz com o trabalho”, festeja Frederico. “Em Marguerite e Armand tem de haver entrosamento não só de interpretação, mas também de técnica. Essa parceria precisa dar muito certo e estou adorando fazê-la”, diz a bailarina, que se recuperou de uma lesão no pé sofrida em outubro de 2010. Ela chegou a ficar sete meses sem dançar, mas conseguiu dar a volta por cima.

Além de se apresentar com Frederico, Ana ainda faz dueto com Joseny Coutinho na coreografia Sabiá, com base na música homônima de Chico Buarque (67) e Tom Jobim (1927-1994).

Na plateia, os pais da estrela da noite, Maria Dulce Botafogo (79) e Ernani Ernesto Fonseca (85), assistiam à performance da herdeira maravilhados. “Minha filha tem bastante técnica. Ela é uma bailarina extraordinária. Tudo isso é fruto de muito trabalho e disciplina. Estou orgulhosa. Ana é a alegria de todos”, elogia Maria Dulce. “Ela fez uma carreira bonita, boa e muito respeitada. Gosto muito do espetáculo. Este exige mais da interpretação dela, e sua dança com o bailarino é ótima”, emenda Ernani.