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A FÉ DE SOLANGE COUTO: 'EU SOU UM MILAGRE VIVO'

Em casa, com o carinho dos filhos, ela avisa que sua rotina vai mudar após sobreviver à isquemia

Redação Publicado em 09/12/2008, às 22h32 - Atualizado às 22h36

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No domingo, 7, um dia após ter alta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internada por conta de uma isquemia cerebral temporária (falta de irrigação sanguínea em uma parte do cérebro), Solange Couto (52) recebeu CARAS, em sua casa, Rio. Com os filhos, Morena Mariah (17) e Márcio (34), guitarrista da banda Volt, a Janaína de Três Irmãs relatou seu drama. Após sofrer a isquemia, dia 30, a atriz teve comprometido os movimentos da perna e do braço direito, além dos músculos da face: "Achei que fosse morrer." Solange passou mal em Porangatu, Goiás, onde apresentaria a peça Cinco Mulheres Por Um Fio. Recuperada e sem seqüelas, planeja levar a vida sem estresse ao lado dos herdeiros e do marido, Windson Cordeiro (39). "Minha motricidade da perna e do braço está perfeita. O que ainda sinto é uma repuxada no olho direito e, às vezes, ao falar atropelo uma palavra ou outra. Mas isso vai passar. Agora, é bola para frente", garantiu. - Como aconteceu? - Estava no quarto do hotel, acordei enjoada, vi tudo rodando, vomitei. Suava tanto, que formou uma poça. Fiquei assustada. Não conseguia chamar ninguém para me socorrer e fiquei com medo de morrer ali sozinha. Com dificuldades, fui à recepção onde encontrei meu filho. Já não conseguia mexer bem a perna direita e tinha um formigamento nas mãos. Ainda em Porangatu, um médico, dr. Shikyushi, percebeu o rosto torto e disse que eu estava tendo uma isquemia. Não tinha como regredir, mas podia estacionar o processo de paralisação com acupuntura. Deus enviou esse homem. Se não fosse isso, podia estar com um lado paralisado. - Onde buscou forças para se curar? - Sou evangélica praticante há três anos. Logo após o médico me falar da isquemia, pedi ao meu filho que orasse pela minha cura a Deus em nome de Jesus. Não aceitava ficar torta. Não acredito em sorte. Pelo tempo de recuperação, Deus operou um grande milagre. Ele me salvou. Chorei nesse momento e em SP, quando fiz a ressonância magnética e o médico garantiu que a isquemia era temporária, e eu estava bem. - O que provocou a doença? - O estresse pode ter sido um motivo, mas não há uma causa específica para a isquemia. - Como está hoje, física e mentalmente? - O médico não fez restrições. Posso malhar, trabalhar, levar vida normal. Vou tomar remédio para vertigem e um vaso dilatador por 25, 30 dias. De Goiânia, vinha para o Rio. Me internei em SP por ordem da dra. Ana Helena Patrus. Como a isquemia apareceu sem anunciar, podia voltar e a recaída costuma ser séria. - Este susto mudou seu conceito de vida? - Muito. Tenho que fazer tudo com mais calma, valorizar menos o que não tem tanto valor, estressar menos... Corria demais, abraçava os problemas, achava que podia resolver a vida de todos e que eu era um tanque de aço. Descobri que a Solange também precisa de colo.

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