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Por Paola Donner 1 ano e 6 meses atrás

Sem Luciano, Zezé Di Camargo lança o novo CD e DVD da dupla sertaneja em São Paulo

Prestes a completar 21 anos de carreira, Zezé Di Camargo apresenta o CD de músicas inéditas e o DVD comemorativo à trajetória de sucesso da dupla com o irmão Luciano, que se ausentou do evento por orientação médica após uma crise de gota

Mesmo com uma longa e brilhante trajetória no cenário da música sertaneja brasileira, a dupla Zezé Di Camargo & Luciano continua se reinventando. Nesta quinta-feira, 2, Zezé Di Camargo (49) superou a ausência do irmão e companheiro de palco Luciano (39) – que seguiu as orientações médicas e ficou de repouso em sua casa após passar um dia internado devido a crises de soluço e gota – para apresentar os novos trabalhos da dupla: o CD de inéditas, o 21º da carreira, e o DVD Zezé Di Camargo & Luciano 20 anos, gravado em setembro de 2011 em uma casa de shows em São Paulo.

Com participação de Paula Fernandes (27) e do maestro Eduardo Lages (65), o DVD faz uma releitura da trajetória da dupla e apresenta seis das quatorze composições inéditas encontradas no CD. Sonhos de Amor, hit inédito presente em ambas as mídias, chegou às rádios de todo o Brasil antes mesmo do disco ser lançado e já é uma das músicas mais executadas no país.

No seu 21º álbum em 21 anos, Zezé Di Camargo e Luciano exploram ritmos do forró ao romantismo, tocam instrumentos da viola à percussão, traduzidos em tecnologia, cores e espetáculo no DVD.

Em entrevista à CARAS Online, Zezé falou da importância de presentear o público com o novo trabalho, do amor pela música e da expectativa de cantar ‘até quando Deus der voz’, como ele mesmo definiu.

- Qual é o peso de ter um CD de inéditas a essa altura da carreira?
- A responsabilidade é muito grande. A gente fez questão de fazer o CD de inéditas porque queria lançar dois produtos: apesar de ter oito músicas do novo CD já no DVD, a gente quis oferecer ao nosso público um produto diferenciado, tanto na qualidade das mídias como no repertório. Foi muito trabalhoso eleger 14 músicas, fazer músicas inéditas, arranjos novos, e a releitura dos grandes sucessos da nossa carreira. Foi mais de um ano de trabalho, mas o resultado é maravilhoso. A gente merecia isso para comemorar os nossos 20 anos de carreira e o nosso público, que é fiel, também merecia esses dois produtos.

- Quem compôs as músicas inéditas?
- Tem músicas de minha autoria e de amigos compositores que nos acompanham há muito tempo na carreira. São várias colaborações, mas a maioria dos hits é meu.

- Com quase 21 anos de estrada, o que move a carreira de vocês?
- Fazer o que ama, apenas isso. A gente não precisa de estímulo, subir no palco e cantar é maravilhoso. Não precisamos de outro motivo a não ser esse. No palco a gente faz o que ama, o que tem prazer, tanto eu quanto o Luciano. Quem fornece esse combustível é o nosso público, são as pessoas que curtem nosso trabalho, que vão aos nossos shows, que compram nossos CDs e DVDs. Não precisa mais do que isso, ter isso já é maravilhoso.

- Após mais de duas décadas, você tem medo cair na mesmice?
- No nosso trabalho sempre predominou a música romântica, mas a gente nunca deixou de colocar uma pitadinha diferente nos discos. Já cantamos em parceria com Chico Buarque, Ivete Sangalo, Nando Reis, Caetano Veloso, Julio Iglesias e nesse DVD com a Paula Fernandes e o maestro Eduardo Lages, então acho que isso já traz um frescor, uma cara nova para o disco. E tem também o repertório. É preciso estar sempre atento ao que se identifica com as pessoas e com o que elas gostam de ouvir. Costumo dizer que não existe música velha, mas sim pessoas velhas que as conhecem. A música não envelhece e eu não tenho medo de envelhecer musicalmente.

- Porque escolheram a Paula Fernandes e o Maestro?
- Por admiração, por gostar deles. Sou apaixonado pela voz da Paula desde que a conheci, há três anos, antes de ela ser o sucesso que é hoje. Na ocasião já a convidamos para participar do DVD, que viria a ser gravado dali dois anos, e ela aceitou na hora. Já o Eduardo Lages trabalha conosco como arranjador há alguns anos, é nosso grande amigo. Nós não queríamos fazer um show contando a nossa história e que fosse repleto de participações, afinal, a história é nossa. Nosso objetivo era fazer algo intimista.

- Vocês cuidam de tudo na parte do show do DVD e da produção do CD?
- Acompanhamos cada passo, desde o repertório até a montagem do palco. Tem um ditado que diz ‘é o olho do dono é que engorda o boi’ e isso é verdade. Você tem acreditar num projeto desde o momento em que ele é apenas um embrião, só assim ele terá a sua cara e você sentirá que aquilo é seu, que veio de você.

- Qual é a expectativa para a carreira? Mais 21 anos?
- Mais 42 anos pelo menos [risos]. Não tem uma data marcada, mas vamos até o dia em que não dermos conta mais. Vamos cantar até o dia que Deus nos der voz, pelo menos eu quero fazer isso. Além da minha família, cantar é o que mais amo na vida.

- Qual é o peso de ter a família na plateia?
- Não tem peso. Pelo contrário, me dá leveza e certeza de que há pessoas ali olhando pra você e jogando a melhor energia do mundo. O público faz isso por nós, porque quando as pessoas estão ali é porque gosta da gente. Eu adoro cantar para a família, principalmente quando a Camilla está na plateia. Ela fica na primeira mesa e desde o começo canta todas as músicas comigo, me emociona e chora. É especial cantar para a nossa família, é muito diferente. Espero ter todos no próximo show ao meu redor.

- Como você lida há 21 anos com a fama?
- Não me preocupo com isso, não paro para pensar na fama. A fama traz coisas maravilhosas, muito mais coisas boas do que coisas ruins, mas há momentos em que ela te deixa triste por causa das coisas provocadas por ela. Mas eu não paro para pensar que sou famoso, levo a vida como uma pessoa normal, porque sou como todo mundo. Apenas canto e as pessoas gostam do que faço. Não me considero diferente de ninguém, encaro a fama com a maior naturalidade.

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Notícia publicada Qui, 2 Ago 2012 as 22:44, por Paola Donner.


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