Por por Patrícia Guedes Rittes* (CRM 48444) 3 anos atrás

Luz pulsada é a nova esperança no combate ao melasma, doença de pele

Extremamente prejudicial à autoestima dos portadores, o melasma se caracteriza pelo surgimento de manchas castanhas na pele. É mais frequente nas faces, testa, pescoço, colo. A doença era tratada só com pomadas. Mas pesquisadores presentes ao congresso da Academia Americana de Dermatologia, em março, revelaram que vêm tendo sucesso no tratamento da moléstia causada pelo sol com luz pulsada

O melasma se caracteriza pelo aparecimento de uma mancha castanha de tamanho variável na pele. A doença pode ocorrer em todo o corpo, porém é mais frequente nas faces, testa, pescoço e colo. Pode se manifestar em qualquer adulto, mas é mais comum na mulher em geral após os 25 anos. Também é mais frequente em pessoas de pele morena do que nas de pele clara. Quando aparece em grávidas, é chamada cloasma. Grávidas de pele clara têm 50% de possibilidade de apresentar melasma; já nas de pele castanha ou parda esse risco sobe para 70%. Em geral as manchas ocorrem ao mesmo tempo dos dois lados. Existem basicamente três padrões: o centro-facial, o malar e o maxilomandibular. No padrão centro-facial, o mais frequente, as manchas aparecem nas regiões malares, fronte e lábio superior. No padrão malar, aparecem nas regiões malares e também no nariz. E no padrão maxilomandibular, nas mandíbulas. A causa da doença ainda é desconhecida. Mas se sabe que os melanócitos - células que produzem a melanina, responsável pela coloração da pele - "enlouquecem" e passam a liberar melanina em excesso. É preciso destacar que as pessoas já nascem predispostas a desenvolver o melasma. Contribuem para seu desencadeamento ou agravamento a exposição excessiva aos raios solares e a elevação dos níveis hormonais na mulher durante a gravidez, quando faz reposição hormonal ou nos períodos em que usa pílulas anticoncepcionais. Os raios ultravioleta do sol e os hormônios estimulam os melanócitos a liberarem melanina, levando à pigmentação da pele. O melasma pode surgir de repente, após intensa exposição ao sol, ou se instalar aos poucos. Em geral melhora no inverno e se agrava durante o verão. A doença pode ser desencadeada ou agravada também pelo uso de cosméticos cuja fórmula tenha derivados de petróleo, psoralênicos - remédios para psoríase e vitiligo - e/ou drogas fotossensibilizantes. Portadores, em especial se sua autoestima está abalada, devem consultar um médico dermatologista. Quem tem a doença porque usa pílula precisa adotar outro método contraceptivo para as manchas clarearem. Já mulheres que a têm porque fazem reposição hormonal ou usam cosméticos com derivados de petróleo na fórmula, psoralênicos e/ou drogas fotossensibilizantes devem suspender o uso. O tratamento de melasma é feito com pomadas clareadoras. Mas as que têm hidroquinona na fórmula não podem ser usadas por mais de dois meses, sob pena de provocarem manchas brancas na pele. É importante, também, que o portador da doença use protetor solar diariamente para as manchas não voltarem a escurecer. Pesquisadores presentes ao último congresso da Academia Americana de Dermatologia, em Miami, em março, revelaram os resultados iniciais de novo estudo sobre o melasma provocado pela luz do sol. Descobriram que a radiação solar danifica o DNA das células produtoras de melanina - o que é chamado fotodano -, levando à formação de muitos microvasos no interior do melasma. Eles propõem que se combata o fotodano com luz pulsada - um tipo de luz - de baixa intensidade e com pomadas para eliminar o melasma. Segundo revelaram, as pesquisas ainda não foram concluídas, porém os resultados têm sido promissores.

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Notícia publicada Ter, 6 Abr 2010 as 16:39, por por Patrícia Guedes Rittes* (CRM 48444).


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