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Saiba o que é transplante autólogo de medula óssea e como é realizado

Redação Publicado em 24/01/2012, às 08h20 - Atualizado em 08/08/2019, às 15h43

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Amídia vem dando destaque ao chamado transplante autólogo de medula óssea. A medula óssea é um tecido de consistência esponjosa que ocupa o interior dos ossos. É fundamental porque produz as células do sangue. O transplante de medula consiste de três fases: a) obtenção de uma porção da medula de um paciente ou coleta de células formadoras de sangue (células-tronco) em sua corrente sanguínea, congelamento e armazenamento; b) tratamento da doença de que é portador com altas doses de quimioterapia e/ou radioterapia ; e c) reinfusão no paciente da medula ou das células que foram congeladas. Pode-se ainda só tratá-lo com altas doses de quimioterapia e infundir nele medula ou células-tronco fornecidas por doador da família ou mesmo estranho, porém compatível com ele.

O transplante de medula óssea é usado no tratamento de várias doenças, entre elas as do sangue, tanto benignas quanto cânceres. Há quatro maneiras de tratar os cânceres em geral: cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. O transplante de medula é um tipo de imunoterapia. É usado basicamente no tratamento dos linfomas (cânceres dos sistema linfático), mielomas e leucemias (cânceres da medula óssea), câncer de testículo, falência da medula e imunodeficiências.

São três os tipos de transplante de medula: alogênico, autólogo e singênico. Diz-se que um transplante é alogênico quando a medula infundida em um paciente foi fornecida por doador cujas células são compatíveis com ele. Transplante autólogo, de outro lado, é quando se retira medula ou se coletam células-tronco na corrente sanguínea do próprio paciente, ele é tratato com altas doses de quimioterapia e, então, sua medula ou suas células guardadas são reinjetadas nele. Transplante de medula óssea singênico, enfim, é aquele que tem gêmeos univitelinos como doador e recepetor.

Se uma pessoa tem linfoma, ou mieloma, ou leucemia, ou câncer de testículo graves e muito resistentes à quimioterapia e/ou radioterapia, pode-se recorrer ao transplante autólogo de medula óssea para reforçar o tratamento. Mas em geral se faz esse tipo de transplante apenas quando, realizado o primeiro tratamento com quimioterapia e/ou radioterapia, alguns meses depois o câncer reaparece (recidiva). Sabe-se que, nessa situação, se o doente receber altas doses de quimioterapia, pode-se matar o câncer. Mas podese também destruir a medula óssea do portador, que não produzirá mais sangue e ele morrerá. A única alternativa, então, é obter uma porção de sua medula, tratá-lo com altas doses de quimioterapia e então devolver-lhe a porção de medula congelada.

Para fazer o transplante autólogo o portador de câncer precisa estar em boas condições clínicas. O procedimento é realizado em hospital com anestesia geral. Coletam-se 10 ml de medula/kg de peso do doente. Então, o doente é “bombardeado” com quimioterápicos por alguns dias. Após o último dia se infunde nele a porção da medula preservada. Ela leva 15 dias, período em que o paciente está muito debilitado, para normalizar a produção de sangue e lecócitos, células sanguíneas de defesa do organismo. Em cerca de 30 dias tudo está normalizado e o doente pode receber alta. Se o transplante não cura o câncer, não é o fim. Ainda há alternativas de tratamento, como remédios experimentais e transplante de medula alogênico.