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por Priscilla Comoti
3 anos atrás

Mãe conta histórias da infância de Fiuk

Cristina Kartalian, mãe de Filipe Galvão, o Fiuk, conversou com o Portal CARAS e revelou momentos da história ao lado do filho, como a primeira guitarra e os presentinhos da escola

A artista plástica Cristina Kartalian, de 50 anos, mãe do ator e cantor Filipe Galvão, o Fiuk, de 19 anos, uma das grandes revelações da novela Malhação ID e também da música, com a sua banda Hori, mantém uma relação de companheirismo com o filho desde que o artista é pequeno. Juntos, já viveram muitas histórias. Entre as recordações estão lembranças emocionantes, como quando ele ganhou a primeira guitarra ou quando Fiuk escrevia nas paredes de casa.

Mesmo com o filho morando em outra cidade - ela está em São Paulo com as outras duas filhas, Krizia, de 21, e Tainá, de 22, e ele no Rio de Janeiro -, os dois se veem sempre que possível. Um jeito de matar a saudade é ligar a televisão. "Eu assisto 'Malhação' todos os dias. Paro tudo para ficar assistindo. Nesse horário eu não marco compromisso nenhum", contou Cristina em entrevista ao Portal CARAS. Confira trechos da conversa.

- Como é a sua relação com o Fiuk?

- É ótima, muito boa mesmo. A gente se fala todos os dias pelo telefone e de vez em quando eu vou para o Rio ficar ele. O Filipe já é um homem e eu dou conselhos quando ele pede. A gente conversa muito e sobre tudo, mas eu não interfiro na vida dele. Sempre foi assim, desde pequeno.

- Com que frequência vocês se veem?

- Então, eu tenho uma filha que faz hipismo, a Krizia, ela salta há muitos anos e eu viajo muito com ela. E o Filipe tem a agenda muito corrida. Às vezes eu ligo para falar que vou para o Rio, mas ele diz: "Não mãe, não vem porque eu não vou conseguir ficar com você". E outras vezes ele diz que eu posso ir porque a gente vai conseguir ficar junto.

- O que mais mudou na sua vida depois do nascimento do Fiuk?

- O que mais mudou é que foi um menino. Eu já tinha duas meninas e tive que aprender a cuidar de um garotinho. Tive que acompanhá-lo em atividades de garoto, já que o pai não podia porque não tinha muito tempo. Eu o levava no judô, no futebol, em exposições de tratores, lan house, para andar de bicicleta e ficava com ele lá. Tive que aprender a fazer a companhia de pai.

- É fácil ou difícil ser mãe de um famoso?

- Eu encaro o trabalho dele com um trabalho normal. O fato de ele ser famoso é uma consequência do trabalho que vem fazendo e eu fico muito feliz com isso. A minha relação com ele é de mãe e filho. Fico muito feliz com o sucesso dele e fico tranquila vendo que ele está bem no que faz. Se os meus filhos estão felizes, eu estou bem. E eu vejo que ele está se realizando com esse trabalho.

- Qual o momento mais emocionante que você já teve ao lado dele?

- O Filipe sempre foi muito carinhoso comigo. Um momento emocionante foi o dia em que eu dei a primeira guitarra dele. Ele fez aulas de violão por cinco anos, depois de eu já ter colocado ele no futebol, na natação, mas em nada ele se deu bem. Eu sempre achei que ele tinha que ter uma atividade além da escola e decidi colocá-lo no violão. No começo, ele não gostou muito, fez dois anos e queria parar, mas eu não deixei porque ele cantava durante as aulas e eu percebia que ele gostava. Ele ficou mais três anos e me pediu uma guitarra. Nós fomos em uma loja e o meu filho ficou cantando e tocando. Enquanto isso, eu decidi fazer uma surpresa e comprei o instrumento sem ele saber. Quando estava na hora de irmos embora, ele pediu muito para eu comprar, mas eu disse não. Ele pediu para o vendedor reservar, mas eu já tinha combinado tudo, e ele falou para o Filipe que isso era impossível. Ele ficou muito triste e eu falei para ele não ficar assim porque a guitarra já era dele. O Filipe ficou tão feliz que chorava de emoção, e eu chorando junto! Ele me abraçava muito, foi um momento bem marcante.

- O que tem de parecido entre você e o Fiuk?

- Acho que a formação. Eu sempre fui muito presente na vida dele e das minhas filhas. Sempre zelei muito pelo caráter deles. Nós temos de parecido o jeito de tratar todo mundo igual, aguçar a criatividade, ter liberdade de expressão. Nós quatro sempre fomos muito unidos. Enfim, acho que os princípios e a educação são as nossas semelhanças.

- Quando pequeno, o Fiuk tinha algum brinquedo favorito?

- Ele era apaixonado por tratores! Eu tinha que comprar todas as miniaturas que a gente via nas exposições e nas lojas. Hoje ele mantém uma pequena coleção aqui na minha casa, mas muitos foram desmontados. (risos) Ele também sempre gostou muito de videogame e brincadeiras de rua, como sair com os amigos para andar de bicicleta e brincar na terra.

- Qual o presente ou recadinho que o Fiuk te deu, que mais te marcou?

- Os presentinhos da escola. Eram coisinhas feitas pelas mãozinhas dele, como vasinhos, recadinhos, objetos de decoração, trabalhos manuais. Isso sempre me deixava emocionada. Eu guardo tudo até hoje e o meu favorito é um vasinho de mosaico.

- Como está a vida de vocês agora que ele está morando no Rio e viajando com a banda aos finais de semana?

- A gente se fala todo dia e eu fico aqui morrendo de saudades. Com essa rotina, mudou muito o nosso tempo para conversar, que eu sinto muita falta. Mesmo quando vou para o Rio, ele tem os seus compromissos. Tem vezes que eu ligo e ele não pode falar. Às vezes ele me liga às 2h da madrugada, que é quando ele tem um tempinho, e a gente fica conversando muito.

- Você é daquelas mães que guardam tudo que sai na imprensa sobre o filho?

- Sim. Eu compro todas as revistas, jornais... Tenho pilhas de reportagens sobre ele aqui em casa. Tenho até um jornaleiro que sempre reserva tudo para mim. Quando eu vou à banca buscar, ainda dou uma olhada para ver se ele não esqueceu nada. (risos)

- Como vai ser o Dia das Mães de vocês? Costumam passar juntos?

- Ele tem show em Porto Alegre, vai estar longe. Nós sempre passamos o Dia das Mães juntos. Esse será o primeiro que vamos estar longe. Fica um vazio, faltando alguma coisa. As meninas estarão aqui comigo, mas fica faltando um abraço gostoso.

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Notícia publicada Sex, 7 Mai 2010 as 18:15, por
por Priscilla Comoti
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