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Por por Luciana Malavasi

José Mayer, galã aos 59 anos de idade

O veterano José Mayer comemora mais um grande papel e fala de vaidade e superação.

Aos 59 anos, José Mayer está vivendo mais um galã nos folhetins. Ele, que já partiu muitos corações nas tramas de Manoel Carlos - e não só nelas - ao longo de sua carreira, dará vida a Marcos, par romântico de Taís Araújo em Viver a Vida, que estreou na segunda-feira, 14, na Globo. Aliás, Maneco já deixou clara a admiração pelo ator, dizendo que Zé Mayer é seu amor masculino, seu mocinho. Em conversa com o Portal CARAS, Mayer fala de vaidade e superação, o tema principal da novela. Confira a entrevista. - Conte um pouco sobre seu personagem. - Marcos é um homem inicialmente muito rico, o que é ótimo. Vive cercado de mulheres, o que acaba sendo curioso para compreender a alma feminina. Viverá grandes experiências, talvez até a crise mundial repercuta em sua vida. Ele ganha a Taís Araújo e talvez ganhe adiante a Giovanna Antonelli. São atrizes maravilhosas. Eu ainda continuo um representante daquele velho canalha. O homem um pouquinho safado, mas se esforçando para deixar de sê-lo. - Mais um galã para sua coleção, não? - O ator tem confinamento, tem limites. A gente tem um tipo físico, tem mais identidade com determinados personagens. Eu, coincidentemente, tenho feito mais homens que tentam permanecer atuais, jovens. Inutilmente, porque a gente envelhece mesmo. Mas eu tento. - Você está com uma aparência mais jovem, está mais magro. Fez alguma dieta? - Estou envelhecendo. A gente vai encolhendo. A boa velhice pede um pouco isso. A gente fica mais levinho. E flutua de maneira melhor. - Se submeteria a alguma plástica? - Se me jurarem que eu continuarei sendo o Zé, eu até faria. Ainda presta? (risos). Mas tenho grandes cuidados com a alimentação, com a prática esportiva. - Aos 59 anos, está mais vaidoso? - Preciso me sentir um pouco mais ereto. Mais vaidoso, sim, charmoso. O conteúdo do Maneco já é muito charmoso. Eu represento e corporifico esses homens da minha faixa. São homens esforçados de 50, quase 60 anos, que tentam bravamente compreender o novo mundo, a nova mulher, sobretudo. O que caracteriza a obra do Manoel é essa busca do feminino. A busca da compreensão do feminino, que é um princípio que o Maneco tem dentro do coração. Ele é um homem que tem uma grande compaixão pelo ser humano, o que é um princípio feminino. - Se considera um homem sensual? - Antes de qualquer coisa, me considero um ator interessante, que fez alguns trabalhos interessantes. E isso se agrega a mim como pessoa. Isso vai se misturando comigo. Eu aproveito e tiro uma casquinha dos créditos que os personagens me dão. - O que tem em comum com este personagem? - Vou dizer o que não tenho: um iate. (risos) - O que acha da Taís Araújo como protagonista? - Acho provocador. Acho que Manoel Carlos se propôs a uma coisa difícil. É um homem que lidou com Helenas mais próximas, mulheres da idade dele, e agora se atreve a falar de uma Helena de 30 anos. É complicado. Taís começou muito bem e muito jovem fazendo Xica da Silva. Com um mestre da televisão, que era o Avancini. Eu acho que ela vai se sair muito bem. Ela é uma parceira muito corajosa e segura. - Qual sua expectativa para este trabalho? - Eu estou animado. Acho uma responsabilidade tão gostosa o horário das 21h, a extinta novela das oito. Me sinto como se estivesse no Maracanã, só que é uma partida muito longa. Só o primeiro tempo tem 100 capítulos, e o segundo mais 100. É uma pressão ótima. Eu me sinto privilegiado realmente por tantas vezes estar nesse horário. É um horário onde o brasileiro tem o seu ponto de conversação. As pessoas veem a novela das oito para no dia seguinte falarem a respeito, terem uma identificação uns com os outros. Isso é uma oportunidade muito rara. Sem falar que é um texto do Maneco. Essa novela tratará de assuntos bem interessantes. O foco é a superação. Um assunto que diz respeito a todos nós. - Qual foi a grande superação da sua vida? - A gente se reinventa todo dia. As reinvenções miúdas do cotidiano talvez sejam as mais batalhadas e difíceis. Mas acho que descobrir de fato minha profissão foi a grande superação da minha vida, que tem me oferecido muita felicidade. Confesso que tem sido muito doce viver até hoje. E o grande desafio que vivi foi o fato de ter abandonado a carreira do magistério para a qual eu me preparei, e ter descoberto que o ator é que devia prevalecer em mim. Tive uma formação acadêmica para ser professor. Mas acabei sendo ator. Acabei escolhendo essa profissão magnífica. É uma superação. Eu não sou budista, mas valorizo muito o presente.

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Notícia publicada Ter, 15 Set 2009 as 19:47, por por Luciana Malavasi

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