Assim que subiu ao palco, Marcelo Serrado (42) avisou: "Está aberta a temporada de caça", repetindo a frase dita pelo bandido Bruno Villar, seu personagem em Poder Paralelo, trama da Rede Record que estreou na semana passada. Com o protagonista, Gabriel Braga Nunes (37), e o diretor-geral, Ignácio Coqueiro (51), o ator agitou a festa da novela com a banda Los Impossibles, tocando hits do pop rock nacional e internacional na Casa Fasano, em São Paulo. No gargarejo, Christiane Torloni (52), linda de vestido estampado by Carlos Tufvesson (40), tietava o marido. "Hoje sou coadjuvante. As atenções são para Ignácio, que faz um trabalho de muita qualidade", elogiou a Melissa de Caminho das Índias.

"A música anda junto com a minha vida, no teatro estou interpretando Tom Jobim, em Tom & Vinicius, no Rio, e já planejo outro musical para o ano que vem. Me divirto com a banda, me apresento às sextas na boate carioca Melt, junto com o Marcello Novaes e o cantor Fábio Mondego", disse Marcelo, que mostrou dotes de cantor e gaitista. "Às vezes subo no palco e faço uma bagunça com meus amigos. Adoro rock, toco guitarra desde adolescente", completou Gabriel, que afirmou não ter se preparado para interpretar Tony Castellamare, seu terceiro protagonista e quinto papel em cinco anos na emissora. "Deixo o ambiente da gravação me levar. Tony é misterioso em todas as esferas da vida, mulheres, trabalho, família, e ninguém, nem mesmo ele, sabe ao certo seu destino. Se eu tivesse metade da determinação dele, resolveria muitas coisas em minha vida. Tenho muito orgulho de viver um personagem tão rico", definiu o ator, com a designer de acessórios Karola Baptista (29), com quem namora há quase um ano.

Fã nº 1 da mulher, Maria Ribeiro (33), a perita da Polícia Federal Marília de Castro na nova trama, Caio Blat (28) era só elogios. "Meu papel favorito é o de acompanhante da Maria, fico muito orgulhoso. A gente dá força um para o outro", afirmou Caio, que vive Ravi na novela global das 8. Outro par em clima romântico era o cantor Oswaldo Montenegro (52) e a atriz Paloma Duarte (31), loura para viver a atriz Fernanda, uma das amantes do vilão Bruno. "O visual novo está aprovado. Fico com ciúmes de algumas cenas, às vezes nem assisto, mas faz parte do trabalho", revelou Oswaldo. "Fernanda tem conflitos ardentes, acaba sofrendo até um pouco de abuso. Faço algumas cenas fortes, violentas, mas quando chego em casa e olho nos olhos das minhas filhas, qualquer negatividade do personagem vai embora", contou a atriz, mãe de Maria Luiza (12), com o cantor Renato Lui (38), e de Ana Clara (10), com o ator Marcos Winter (42). "Os personagens de hoje são acabados, todo mundo sabe o que vai acontecer logo no começo da novela: é o mocinho, a mocinha e o vilão. Mas as pessoas são duplas, não é novidade que elas mentem, e meus personagens são assim: seres humanos normais, que imitam a realidade", explicou o autor, Lauro César Muniz (70), que se baseou no livro Honra ou Vendetta, de Silvio Lancellotti (64), para criar a história sobre máfia italiana, narcotráfico e corrupção. "Poder Paralelo é uma superprodução que vai ultrapassar todas as expectativas de faturamento e audiência. Desde que a Record decidiu investir em telenovelas, vem se superando a cada produção", concluiu Walter Zagari (57), VP comercial da emissora, sem a mulher, a atriz Angelina Muniz (53).

Italiano com sotaque carioca, Nicola Siri (40), há mais de seis anos morando no Brasil, não poderia ficar de fora da trama com primeiros capítulos gravados em seu país: ele será Paulo Garzia, braço direito do protagonista. "O nível da televisão e, principalmente, da teledramaturgia brasileira é bem superior ao da Itália e de outros países. Aqui, aprendi muito", avaliou o ator, com a mulher, a jornalista carioca Júlia Schnoor (28).

Outro talento do núcleo italiano, Gracindo Jr. (65), que faz o Don Caló, pai de Tony Castellamare, exultava. "O roteiro de Lauro é de um capricho digno de filme ou de uma grande peça. O papel é um presente, me possibilita fazer um trabalho embasado, com profundidade", declarou Gracindo, na 5a trama na emissora e no ar na reprise de Dona Beija, de 1986, no SBT. "Noto ali a falta de maturidade, eu era cheio de máscaras, preocupado em estar bonito na tela. Apenas estou assustado por não ter contrato e não saber como as cenas serão editadas para ir ao ar após 23 anos", desabafou.

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