Um amor "de novela" com direito a trilha sonora original. É assim a união do músico Sebastian Matias Ari (37), o Sebá, com a publicitária e ex-vendedora da Daslu Bia Sacchi (26), cujo romance é embalado pelas músicas do Inimigos da HP, grupo que o tem como vocalista, desde a primeira vez em que se viram durante um show, em 2003. Três anos depois, em uma viagem à Europa, Sebá pediu a mão de Bia em Roma. "Foi tudo planejado. Comprei as alianças no Brasil e fiz o pedido durante um jantar no Alfredo di Roma, com músicos ao redor da mesa", relembra ele. Em 2007, eles subiram ao altar e, no ano seguinte, nasceu o primeiro herdeiro: o fofo Enrico (5 meses). Sebá brinca que o bebê chegou para fazer companhia ao mascote Alfinete, da raça galgo, e que este foi como um test-drive. "Cachorro é como filho: tem de cuidar, passear, levar no veterinário, ensinar, dar bronca", diz o músico, que recebeu CARAS com exclusividade na bela casa de veraneio da família, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.
- Vocês se conheceram em um show do Inimigos da HP. Se não fosse a carreira musical...
Sebá - É, talvez a gente nunca tivesse se cruzado. Ou sim. Acho que o destino faria a gente se encontrar de qualquer jeito.
Bia - É engraçado porque eu não gostava de pagode. Fui porque uma amiga tinha brigado com o namorado e precisava de uma força. Quando vi o Sebá no palco passei a gostar de pagode. (risos) Na época eu namorava e nós só conversamos após eu romper.
- O que cada um de vocês dois tem de melhor?
Bia - Sebá é bem humorado, o que para mim é imprescindível, é otimista e tranquilo. Vai ser bom ficar a vida inteira com ele, não vai ter estresse.
Sebá - A primeira coisa que me chamou a atenção foi a beleza dela, que é diferente, exótica e sensual. Com o tempo, vi que, além disso, Bia é tranquila, o que tem a ver comigo. É importante também a forma como ela me trata, o apoio que dá à minha carreira e como lida com o assédio.
- Vocês sentem ciúmes?
Bia - Na profissão dele seria difícil progredir ao lado de uma mulher ciumenta. Eu já fui com alguns ex-namorados, mas o Sebá me passa segurança. É claro que ninguém tem sangue de barata, então me irrito com uma fã muito afoita, mas com a maioria não tenho problema.
Sebá - Bia sabe que é preciso dar atenção aos fãs. No palco a gente manda beijo, faz gracinha, olha de jeito sensual, mas isso é trabalho. É claro que rola ciúme até comigo quando, em um show, vejo os caras a xavecando sem poder fazer nada. Mas tiramos de letra.
- Como é ser casada com um músico que vive com a agenda lotada?
Bia - No começo foi muito difícil lidar com as viagens dele, mas isso já foi totalmente superado. É bom ficar sozinha e sentir saudade. Nossa vida nunca cai na rotina. As pessoas voltam todo dia para casa após o trabalho e tem o fim de semana livre. Aqui é o contrário. Tem quem ache que a gente nunca se vê, mas a diferença é que na segunda-feira, quando todos estão no escritório, Sebá está em casa.
- O que o sucesso trouxe de melhor em sua vida?
Sebá - A satisfação de ser músico, subir no palco para levar alegria e ver na cara da galera que está agradando. Isso não tem preço. Falando em dinheiro, realizei as viagens dos meus sonhos: Itália, França, Espanha, Turquia, Grécia, Egito e EUA. Além disso, comprei casa e o carro que queria, mas isso são necessidades.
- O que mudou para vocês após o nascimento do Enrico?
Bia - Eu comprava roupas enlouquecidamente, agora estou mais contida. Acho que ele preencheu o que me faltava. A rotina também mudou. Agora nossos horários são os dele. Quando Enrico vai dormir é que conseguimos conversar.
Sebá - Fiquei mais medroso e a vontade de voltar para casa aumentou imensamente. E a de não sair também. (risos) Quando estou em casa faço tudo: troco fralda, dou banho. É importante curtir essa fase, aumenta a intimidade e o afeto. Quando vier o outro vai ser tudo igual. Aconselho. Acordar e ver o moleque rindo para caramba só nos faz pensar que valeu a pena.

