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A imagem real da modelo Camila Travaglini

Sósia de Bündchen diz na Ilha como construiu sua própria história

Luciana Marques Publicado em 28/03/2017, às 07h11

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Camila Travaglini - Martin Gurfein
Camila Travaglini - Martin Gurfein

Há dez anos, quando tornou-se sósia oficial de Gisele Bündchen (36) em uma campanha publicitária, Camila Travaglini (27) sentiu, por instantes, o gostinho de ser a top mais famosa do mundo. “Saí na Paulista com seguranças, cabelão solto, óculos escuros. Foi uma loucura!”, lembra, na Ilha de CARAS. Durante essa época, passou a ser contratada por várias marcas representadas pela übermodel. “Todos diziam que eu parecia bastante com ela, mas nunca levei isso muito a sério”, garante. Camila, que diz admirar não só a profissional, mas também a pessoa Gisele, cita um conselho dela. “Comentei que tinham mandado eu operar o nariz. Ela disse: ‘nunca faça isso, é sua marca registrada’”, conta. Camila seguiu a dica. Hoje, tem carreira sólida, já desvinculada da imagem da top. Apaixonada por cinema, porém, agora seu foco é outro: atuação. “Já me formei na escola Wolf Maya, agora estou estudando com a Fátima Toledo. É um sonho!”, diz.

Natural de Osasco, SP, quando quer algo, não é fácil dissuadi-la. Aos 6 anos, por exemplo, fez o primeiro book. “Meus pais não curtiam muito a ideia, principalmente meu pai, Vanderlei, já falecido. Ele era taxista, bem italianão. Um dia, no ponto, um colega mostrou a capa de um jornal em que eu aparecia no primeiro ensaio sensual, de calcinha fio dentral. Imagina, ele chegou em casa com a página toda amassada e deu a maior bronca. Depois, até curtia o trabalho, dependendo, claro, da foto”, lembra, aos risos.

O fato de ter sempre os pais perto ajudou a não se deslumbrar. “Tem meninas do Sul, do interior do País, que caem nessa de balada, bebida, droga e voltam para casa com menos do que chegaram. É fundamental ter foco! Só pude viajar ao exterior após terminar os estudos”, ressalta. Além dessa base familiar, a determinação também foi essencial em momentos delicados. “Houve fase muito difícil. Perdi uma grande amiga em um acidente de carro e, quatro meses depois, o meu pai. Não podia parar o trabalho, tive que segurar a onda, aprender a conviver com a solidão, a TPM, a falta de estrutura. Em Dubai, morava com três meninas em quitinete, dormia em colchão inflável. É uma batalha diária, não só festa e glamour”, conta. Solteira há três anos, diz não ter sonho de casamento, nem de ser mãe. “Se acontecer, vou achar lindo. Mas, caso não, serei feliz igual. O mundo está muito louco”, justifica.