Hotel 55: um patrimônio fluminense restaurado

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Por Mônica Barbosa

Hotel 55: um patrimônio fluminense restaurado

Conheça o design descolado do Hotel 55 no Rio de Janeiro

Na minha última visita ao Rio de Janeiro, fui conhecer o descolado Hotel 55, cujo nome é uma referência ao código de área do Brasil. E basta pisar no espaço para perceber que ele é cheio de histórias e personalidade. A poucos metros dos Arcos da Lapa e da Sala Cecília Meireles, no bairro boêmio da Lapa, o empreendimento costumava dar lugar ao Grande Hotel Bragança, famoso por hospedar personalidades, como o compositor carioca Noel Rosa (1910-1937) e o artista carioca Di Cavalcanti (1897-1976). Descobri também que alguns dos meus familiares já passaram por ali! Foi até que, em 2009, o talentoso arquiteto francês Jean de Just (36), que estava de passagem pela cidade, avistou o local histórico em ruínas e idealizou como ele ficaria após um restauro. Sete anos depois, me contou Jean, que agora reside na capital fluminense, teve a oportunidade de concretizar a reforma do prédio, algo que nunca havia pensado que poderia realmente acontecer. Com a ideia de refletir a atmosfera noturna do bairro e preservar a arquitetura do patrimônio, Jean optou por um décor jovem que mistura o estilo urbano com o industrial e muitas cores. Seu grande desafio foi adequar o orçamento enxuto da revitalização do antigo prédio a uma nova construção, que completa o local com 120 quartos. Por isso, decidiu desenhar quase todos os móveis utilizados na decoração, como o sofá que se encaixa nos nichos formados por portas que não são usadas, ao lado. Mas o maior encanto do Hotel 55 são as 14 suítes do edifício antigo, cada uma completamente diferente da outra.

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Notícia publicada Seg, 19 jun 2017 as 11:06, por Mônica Barbosa.






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